• Magda Cruz

O prazer de ler Isabel de Nóbrega

Crónica de Magda Cruz

3/09/2021


Só conheci o nome de Isabel de Nóbrega no dia da sua morte. Isto apesar de ter duas biografias de José Saramago em casa. A questão é que estão por ler e por isso não me cruzei com as referências, que devem estar entre as páginas desses livros, a Isabel. Saramago foi o segundo companheiro desta autora.


Foi ela, aliás, que sugeriu o nome “Blimunda” para uma das personagens de Saramago que mais me marcaram a memória. Sem Isabel, Blimunda, de “Memorial do Convento”, ter-se-ia chamado Mariana Amália, um outro nome de época que estava numa lista de Saramago. Este livro que até há poucos anos (ano letivo de 2017/2018) era estudado na escola (eu fui da última leva que o leu e ainda bem) continha, na primeiríssima edição, em 1982, uma dedicatória inicial para Isabel: “À Isabel, porque nada perde ou repete, porque tudo cria e renova”. Essa menção foi eliminada nas edições seguintes. Também a edição de 1984 de “O Ano da Morte de Ricardo” lhe foi dedicada: “À Isabel, outro livro, o mesmo sinal”. Agora, na edição mais recente, da Porto Editora, nenhuma dedicatória figura nas primeiras páginas.



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