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  • Foto do escritorMagda Cruz

Crónica. "A jornada de todos os dias até à salvação"


Estamos na habitual sessão do clube de leitura. A noite já vai longa e estamos na parte do encontro em que falamos de outros livros que andamos a ler, das descobertas que fizemos durante o mês e das nossas curiosidades. Por vezes, não consigo manter a fechadura trancada e falo das entrevistas que estou a preparar ou dos episódios que gravei.

Naquela sessão, dei por mim a falar dos episódios que ia gravar dali a uns dias. Um deles era com um escritor brasileiro que iria receber o Prémio LeYa, na Feira do Livro de Lisboa. Tinha vencido em 2022, mas ainda não o tinha nas mãos. Descrevo o livro, do quanto gostei de ler “A Arte de Driblar Destinos” e acrescento: “Celso Costa escreveu o livro quando tinha 73 anos. Toda a vida esteve nas Ciências, é matemático e até resolveu um problema com mais de 200 anos…” Uma das participantes - e das habituais - fica entusiasmadíssima. O que para mim já se está a tornar normal para ela era uma revelação, uma ventania a entrar pela janela. Dominar as ciências e escrever. Nunca pensei que os campos fossem opostos, mas concedo que a maior parte de nós tenha mais apetência para um do que para o outro. Falo sobre o primeiro livro que Celso escreveu, uma obra onde matemáticos, físicos, cientistas se juntam num plano irreal e onde rasgam mitos e concessões. Foi em 2018 que publicou, pela editora Kazuá-SP, o livro “A Vida Misteriosa dos Matemáticos”. Esta leitora não esperou pelo fim da sessão de discussão do clube para procurar o livro.


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