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  • Foto do escritorMagda Cruz

Crónica. "A ave que canta no lote 4"


Para mim, esta história começa em março de 2021 e vem terminar agora. (Ou terá começado antes, numa sala de aula, da primeira vez que ouvi o nome "Fernando Pessoa"?) Nesse ano, comprava a primeira e segunda edições da Lote, uma revista literária, com sobretudo Poesia e Ensaios.


No entanto, para um certo trio, esta história teve início enquanto eram tempos de secundário. Maria Brás Ferreira lembra que tinham a Revista Orpheu como referência. Tomás Gorjão explica que se lembram de ter vontade de publicar uma revista assim desde os tempos de escola. São agora editores da Lote, juntamente com André Osório. Passados tantos anos, e chegados à quarta edição da revista, publicam um poema de Fernando Pessoa nunca lido pelo público em geral. O primeiro verso: “A ave canta livre onde está presa”.

Estava em Lisboa enquanto pensava nas palavras que Maria e Tomás tinham partilhado comigo na entrevista que me concederam para a rádio. Tinha de trocar de linha no metro - da verde para a vermelha - quando entrei numa papelaria na Alameda. Era uma daquelas que vendem caderninhos de sudoku, revistas de especialidade, todos os jornais do país, também alguns lá de fora, e ainda canecas e canequinhas com os nomes mais baladados. Peguei no que tinha vindo buscar, mas não me abstive de uma pequena pesquisa das revistas e revistinhas à venda. Quanto aos jornais, como já sei de cor as manchetes, os destaques e as notícias de fundo, nem lhes liguei muito. Ora, estava pronta para pagar, mas a fila tornara-se tão grande (eram agora 3 pessoas e quando cheguei era apenas uma...) que comecei a rever as revistas e revistinhas.


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